Postagens populares

sábado, 10 de agosto de 2013

Ovodoação - Esclarecimentos

Quais são as regras para a ovodoação?
Basicamente são 3:
A doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial. Não se vende óvulos (nem espermatozóides);
Os doadores não podem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. Obrigatoriamente será mantido o sigilo e o anonimato. A legislação não permite doação entre familiares;
As clínicas especializadas mantêm de forma permanente um registro dos doadores, dados clínicos de caráter geral com as características fenotípicas (semelhança física), exames laboratoriais que comprovem sua saúde física e uma amostra celular. A escolha de doadores baseia-se na semelhança física, imunológica e na máxima compatibilidade entre doador e receptor (tipo sangüíneo etc).
As doadoras devem ter as seguintes características:
  • a) Menos do que 35 anos de idade;
  • b) Bom nível intelectual;
  • c) Histórico negativo de doenças genéticas transmissíveis;
  • d) Teste negativo para doenças infecciosas sexualmente transmissíveis (hepatite, sífilis, Aids etc) e tipagem sangüínea compatível com a receptora.
  • Qualquer mulher pode doar óvulos?
    R: O importante é preencher os requisitos das perguntas 13 e 14 (deste capítulo). Qualquer mulher que preencha estes itens e seja desconhecida da receptora poderá doar óvulos. Entretanto, as principais fontes de doadoras são:
    a) Mulheres férteis, que desejam submeter-se à ligadura tubária, poderão ser incentivadas a aceitar a estimulação ovariana e a doação dos óvulos.
    b) Pacientes do programa de Fertilização In Vitro ou Inseminação Artificial com altas respostas ao estímulo ovariano, às vezes, desejam de forma voluntária e anônima doar parte dos óvulos obtidos. São pacientes que não desejam congelar embriões nem óvulos e temem demais uma gestação múltipla.
    c) Óvulos congelados provenientes de mulheres submetidas à tratamentos de Fertilização in vitro que engravidaram e tiveram seu(s) filho(s). De alguma forma, o sucesso do tratamento já realizado indica uma boa qualidade destes óvulos. Estas pacientes, quando não desejam ter mais filhos, muitas vezes doam os óvulos excedentes. A chance de gravidez, nestes casos, está entre 25 a 30%. Vale ressaltar que a doação de óvulos é muito mais fácil de ser aceita pela paciente em relação à doação de embriões. Como a chance de gestação com óvulos congelados está cada vez mais próxima à de embriões congelados vale a pena o incentivo para o congelamento de óvulos para mulheres jovens que os produzem em grande quantidade.
    d) Doação compartilhada: É a situação mais comum. Neste caso, a receptora recebe os óvulos doados de uma paciente, submetida à Fertilização in vitro (doadora) que não deseja congelar óvulos excedentes por motivos particulares. A receptora arca com as despesas do seu próprio tratamento. Desta forma, estaremos ajudando duas mulheres e dando a elas o direito de ser mãe
    e) Irmãs, familiares e outras que queiram ajudar a receptora podem ser doadoras desde que, façam uma doação cruzada, isto é, os óvulos do familiar de uma doadora serão doados para uma outra receptora que também terá uma familiar que doará para a primeira receptora "A" tem uma irmã que se chama "X" e a outra paciente receptora "B" tem uma irmã que se chama "Y". Neste caso, a paciente "A" poderá receber óvulos da doadora "Y" e a receptora "B" poderá receber óvulos da doadora "X". Desta maneira, será preservado o anonimato.
    f) Doação por generosidade pura: É muito raro. Algumas mulheres de maneira altruística ou já beneficiadas por tratamentos anteriores de Fertilização in vitro, não desejando mais ter filhos e movidas por um sentimento de gratidão, se oferecem para doar seus óvulos sem qualquer benefício.
    Existem outras razões para uma mulher receber óvulos de uma doadora?
    - Ausência congênita ou retirada cirúrgica dos ovários.
    - Doenças genéticas transmissíveis da mulher.
    - Falhas repetidas de tratamentos de Fertilização In Vitro que aconteceram devido à má resposta ovariana ou a embriões de má qualidade.
    - Menopausa precoce.
    Ate que idade uma mulher pode ter filhos com óvulos doados?
    R: Não existe uma lei que determine a idade máxima. Mas, existe um consenso que 55 anos deva ser uma idade máxima. É evidente que algumas clínicas aceitam fazer tratamentos deste tipo em mulheres com mais idade, mas são poucas. Algumas vezes ouve-se notícias que mulheres entre 60 e 70 anos deram a luz. Este fato é tão raro que é noticiado pelos meios de comunicação no mundo.
    Existe algum fundamento neste limite de idade?
    R: Acredita-se que muitas mulheres após esta idade terão problemas clínicos importantes durante a gestação (diabetes, hipertensão etc) que podem colocar a própria vida da gestante em risco. Deve-se ponderar também o constrangimento da criança, quando chegar à adolescência e observar que sua mãe assemelha-se às avós de seus colegas. Uma vez que a ovodoação é um tratamento íntimo que normalmente é do conhecimento exclusivo do médico e do casal, acredita-se que esse tipo de mal-estar da criança deverá ser evitado. Não se deve esquecer que alunos do colegial (adolescência) já têm o conhecimento que na biologia da reprodução é impossível a gestação após os 60 anos.
    Por isso, antes que se inicie o processo de Fertilização In Vitro deverão passar por uma avaliação ginecológica, clínica e cardiológica e fazer os seguintes exames.

    EXAMES COMPLEMENTARES PARA AVALIAÇÃO GINECOLÓGICA:

    • - Ultra-som
    • - Histeroscopia
    • - Papanicolau
    • - Mamografia
    • - Exames de sangue - hormonais e de doenças infecciosas (HIV, Hepatite etc)
    • - Espermograma etc.

    EXAMES COMPLEMENTARES PARA AVALIAÇÃO CLÍNICA

    • - RX tórax
    • - Eletrocardiograma
    • - Exames de sangue em geral (glicemia, colesterol etc)
    • - Outros, se necessário
    • - Avaliação psicológica e emocional.
    • Mas, se o óvulo é de uma outra mulher (doadora), isso significa que os genes desta criança não são da mãe receptora (mulher vai gerar o bebê)?
      R: Exatamente. Os cromossomos deste bebê serão metade do marido da mulher receptora (que é a mulher que tem mais de 46 anos) e metade dos cromossomos da mulher doadora.
      A receptora pode conhecer a mulher doadora?
      R: Não, de forma alguma. No Brasil a ovodoação é um tratamento considerado ético, mas a doadora não poderá ser conhecida pelo casal. Muitos casais gostariam de ter os óvulos de alguém da sua própria família com a finalidade de manter a herança genética familiar, mas isto não é possível. É obrigatório o anonimato. É importante esse conhecimento pelo casal que vai receber óvulos doados para ter consciência que quem doou os óvulos jamais terá algum direito sobre seu filho.





Nenhum comentário:

Postar um comentário