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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Feita a Video-histeroscopia com biópsia do endométrio - 2° passo concluído


Olá, não deu pra vir aqui contar como foi ontem. Quanto ao exame, cada um diz uma coisa, mas é normal, cada organismo reage de forma diferente do outro. Umas me disseram que era uma dor horrível,  outras q não sentiram nada, então vou compartilhar minha experiência.Uma colega do Face me deu a dica de tomar algo pra dor ANTES do exame, achei a sugestão viável, então tomei buscopam composto, próprio pra cólicas. Nem dormi direito,  cheguei muito cedo. A consulta era só as 10h mas cheguei 7:30. Até que foi bom, fiquei caminhando e vendo as lojas, distraindo a cabeça.No  horário determinado, lá estava eu. Entrei, foi feita perguntas de praxe: idade, última menstruação, etc, etc. Contei o motivo do exame e que dia 29 de setembro farei 6 meses de operada da laqueadura. A técnica de enfermagem Ana foi um doce... super carinhosa. Não entendi a necessidade do exame ser feito com biópsia, mas me lembrei que li em algum lugar que este exame antecipado ao procedimento de fertilização ajuda a aumentar as chances de sucesso. Então, encarei.Foi dado uma injeção local, daquelas usadas pelos dentistas, mas não doeu, só foi a picadinha. Colocou o espéculo para ter acesso ao interior do útero, injetou soro fisiológico para estufar, ah, isso incomodou... qdo foi colocada a câmera, aíiiiiiii minhas lindas... doeu. Após o exame, tiradas as fotos necessárias, foi feita a biópsia, foi retirado um pedacinho do fundo da parede uterina para uma análise mais detalhada.A médica foi super rápida e solidária com minha dor. Não demorou nada. Fez o exame bem rápido. O melhor disso tudo é que estava tudo PERFEITO... A cicatriz da cesariana, as paredes do colo uterino... não tem pólipos, não tem cistos, não tem aderências (muito comum em quem passa por cirurgias como passei recentemente), gente, nada... nadinha... tudo  limpinho... clarinho... lisinho... A sensação que tinha  um útero de mocinha, rs rs Saí de lá super feliz. Animada com o resultado.  Agora, próximo passo, hematologista semana que vem.Enquanto a consulta não vem, vamos ver o que é este exame que fiz ontem? Separei alguns artigos interessantes pra vocês entenderem. Ah, sobre aderências também. Beijos, fui!



A vídeo-histeroscopia e a biópsia do endométrio melhoram os resultados dos tratamentos de infertilidade


Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi

“Endometrial Scratching” – Células NK- Endometrite

Avaliação da cavidade uterina é recomendada nos tratamentos de infertilidade, principalmente antes dos programas de fertilização in vitro, pois ajuda a afastar alterações como pólipos, miomas, septos ou aderências que podem impedir a implantação dos embriões. O melhor exame para essa investigação é a vídeo-histeroscopia (visualização da cavidade uterina por um endoscópio), que, além de diagnosticar as alterações citadas, pode, por uma biópsia, identificar outros problemas que podem prejudicar o processo de colocação de embriões. O próprio ato da biópsia do endométrio pode, por si, melhorar a chance de implantação bem-sucedida (como será explicado a seguir), mas permite ainda outros diagnósticos como a endometrite e as células NK. A biópsia de endométrio é um procedimento minimamente invasivo, que dura cerca de 10 minutos e geralmente é indicado para diagnóstico de infertilidade ou de câncer. A técnica pode ser usada também para tentar aumentar taxas de gravidez, e há várias razões para que ela seja indicada. É realizada ao final do exame de vídeo-histeroscopia diagnóstica, por técnica indolor e com uma cânula especial idealizada no IPGO. Essa cânula é inserida pelo interior do próprio instrumento, sem tocar a paciente, até próximo ao fundo uterino. Cria-se, então, uma sucção com um êmbolo e, em seguida, com um movimento suave, rotatório e para trás num raio de 2-3 cm dentro da cavidade, mas sem se aproximar do colo uterino, retira-se o material endometrial para ser encaminhado para análise.
Raspado Endometrial (“endometrial scratching”) melhora os resultados de Fertilização in vitro
O raspado endometrial ou biópsia do endométrio, antes do início do tratamento de fertilização, pode ser uma boa alternativa para melhorar as taxas de gravidez.
Dois estudos realizados em 2003 e 2007 demonstraram o aumento do sucesso desse tratamento quando uma biópsia endometrial foi realizada no ciclo menstrual anterior ao início da indução da ovulação. O primeiro estudo, realizado por Barash em Israel no ano de 2003, avaliou 134 pacientes que não tiveram sucesso de gravidez em tratamentos de fertilização anteriores. Dessas mulheres, 45 (grupo A) foram submetidas à biópsia do endométrio. As outras 89 (grupo B) não realizaram esse procedimento. O resultado final demonstrou uma taxa de gravidez superior para aquelas que se submeteram ao procedimento: 66,7% para o grupo A contra 30,5% para o grupo B.
O segundo estudo, realizado em 2007, também em Israel, por Anich Raziel, foi semelhante e confirmou essa vantagem, embora não com a mesma intensidade. Pacientes que realizaram biópsia de endométrio previamente à fertilização tiveram taxa de gravidez de 30%, enquanto as que não realizaram o procedimento, somente 12%.
A justificativa dos resultados: Segundo essas publicações, a razão dos melhores resultados a favor da biópsia endometrial baseia-se em experimentos realizados em animais há muitos anos. Esses estudos demonstraram que o trauma endometrial melhorara as chances de gravidez. A explicação seria a produção de histamina e citocinas liberadas após a biópsia, as quais favoreceram a implantação dos embriões (blastocistos).
Conclui-se que o raspado endometrial que antecede a fertilização in vitro é um procedimento seguro e eficiente e pode ser uma oportunidade única quando realizada durante a vídeo-histeroscopia. Embora os estudos anteriores indiquem a realização de mais de uma biópsia, acredito que esse procedimento pode ser feito uma única vez, já que nem sempre são necessárias repetidas intervenções.
Assim, a vídeo-histeroscopia com biópsia única, que deve ser feita entre o 21° e o 26° dia do ciclo, é recomendada com mais dois objetivos:
1) Coleta de material endometrial por pesquisa de células NK (CD56 e CD16);
2) Coleta de material endometrial por pesquisa de endometrite (Plasmócitos – CD 138).
Células NK no útero podem causar infertilidade e abortos (CD56+ e CD16+)
As células mais comuns do sistema imunológico na cavidade uterina no momento da implantação do embrião e no início da gestação são as células NK, que têm demonstrado um importante papel em problemas reprodutivos. São encontradas no sangue e no endométrio (interior do útero). Estas duas letras maiúsculas (NK) são a abreviatura em inglês de “Natural Killer”, que significa em português “Assassinas Naturais”. Essas células recebem também outra denominação, CD56 ou CD16 (Cluster of Differentiation), de acordo com o marcador de diferenciação que carregam. Muitos estudos demonstram o aumento delas em pacientes com histórico de abortos (Quenby e Cols., 1999; e Zenclussen e Cols., 2001) e falhas de implantação de embriões, tanto na gravidez natural como nos tratamentos de fertilização (Tuckerman e Cols., 2010). Esses autores pesquisaram as células NK no útero no período após a ovulação e antes da menstruação, pois é nessa fase que ocorre a gravidez. Os estudos demonstraram que as células NK têm maior proporção no endométrio em pacientes com abortos de repetição e em tratamentos de fertilização sem sucesso. No trabalho de Quenby, as mulheres com aborto (22 pacientes) apresentaram 9% de células NK, em média, enquanto o grupo controle (9 pacientes) teve 4,7% (p=0,01). No de Tuckerman, foram analisadas 87 pacientes com abortos e 10 sem abortos, com 11,2% de células NK constatados nas com aborto e 6,2% no controle, sem abortos (p=0,013). Em outro estudo, este mesmo autor investigou um grupo de 40 mulheres que tiveram falhas repetidas de implantação embrionária em ciclos de fertilização in vitro e comparou com um grupo controle de 15 mulheres “normais” (férteis). No resultado, observou que a concentração de células CD56+ no endométrio de pacientes com falha de FIV foi de em média 14,5%, enquanto no controle, 5% (p=0.005).
Embora esses números não possam predizer o sucesso da próxima gestação quando for seguida de tratamento, essa avaliação pode ser importante para assegurar maior chance de resultados positivos. O principal efeito das células NK é a ação tóxica que possuem. É esta citotoxicidade que impede o desenvolvimento dos embriões. Embora as células NK estejam presentes no sangue e no útero, elas diferem na proporção nessas regiões. O antígeno CD16 é praticamente inexistente no endométrio. A origem dessas células no útero é controversa, mas muitos acreditam que elas sejam originadas do sangue. Existem ainda outros estudos que relatam o aumento das NK como causa de miomas (Kitaya e Yasuo, 2010), restrição de crescimento do bebê no período que ainda estiverem no útero e a pré-eclâmpsia, esta última corretamente chamada de toxemia gravídica (Willians e Cols., 2009). Essas alterações podem ser a chave da compreensão das tentativas frustradas de se ter um bebê. O material pode ser colhido por biópsia durante uma histeroscopia realizada no período após a ovulação e encaminhada para análise pela técnica imuno-histoquímica.
Endometrite (Plasmócitos – CD 138)
A endometrite tem sido observada em 15% das mulheres que realizam histeroscopia diagnóstica antes do tratamento de fertilização in vitro (Feghali e Cols., 2003) e até em 42% das mulheres que tiveram falhas nesse tratamento. Por isso, o diagnóstico de endometrite tem sido associado a infertilidade, abortos repetidos, parto prematuro e falhas de implantação nos tratamentos de fertilização (Devi Wold e Cols., 2006). A endometrite pode ser causada por bactérias e outros micro-organismos, mas na maioria das vezes não é possível isolar o agente causador da infecção, e o paciente sequer apresenta sintomas que apontam para essa possibilidade. A endometrite pode levar a sintomas discretos, como o corrimento vaginal, dores pélvicas leves ou sangramento vaginal irregular, mas geralmente é assintomática (Polisseni F. e Cols., 2003; DeviWold e Cols., 2006).
Ainda assim, pode produzir toxinas (endotoxinas) que causam danos ao embrião e ao processo de implantação. A biópsia do endométrio é o melhor método para que se tenha esse diagnóstico, e pode ser realizada durante a vídeo-histeroscopia indicada antes do início do tratamento de infertilidade, seguida da análise do material pelo médico patologista que identificará, pela técnica imuno-histoquímica, a presença do marcador CD 138 (ou Syndecan-1) no interior do endométrio (estroma), o que indica a presença de células inflamatórias chamadas Plasmócitos. Quando o agente causador não for identificado, o tratamento é feito de modo empírico, com antibióticos de amplo espectro.
O que as Mulheres devem saber acerca da Prevenção e do Tratamento de Aderências pélvicas


- Dor pélvica que é crónica e debilitante, e que afecta a sua saúde emocional e sexual...

- Uma infertilidade que perturba os planos que tem para a sua família, as suas expectativas e os seus sonhos para o futuro...

São estes os dois principais problemas que as aderências pélvicas pós-cirúrgicas podem causar. 

As aderências pélvicas são faixas anómalas de tecido cicatricial, que se formam na pélvis e fazem com que os órgãos fiquem colados ou unidos uns aos outros. As aderências ocorrem na maioria das mulheres que são submetidas a cirurgia pélvica. E, no entanto, muitas mulheres pouco sabem acerca das aderências e não discutem o assunto com os seus médicos antes de serem submetidas a uma cirurgia ginecológica (nem mais tarde, quando se desenvolvem esses problemas). Mas deveriam fazê-lo.

As aderências são uma consequência comum, embora por vezes grave, de todos os tipos de cirurgias, incluindo os procedimentos ginecológicos mais vulgares, como a dilatação e curetagem, cesariana, histerectomia, tratamento cirúrgico da endometriose (um problema em que o revestimento uterino fica implantado fora do útero), miomectomia (remoção de fibromiomas), cirurgia dos ovários e cirurgia reconstrutiva das trompas. As aderências que se formam a seguir a uma cirurgia da zona pélvica são uma das principais causas de dor pélvica pós-operatória, infertilidade e obstrução do intestino delgado. 

A incidência de aderências pós-operatórias pode, frequentemente, ser reduzida e até, por vezes, prevenida. E é extremamente importante tentar impedir a formação de aderências, uma vez que, depois de formadas, elas tendem a reaparecer, mesmo depois de terem sido removidas cirurgicamente. Ficou demonstrado que a utilização de uma barreira como a INTERCEED*, durante a cirurgia, para proteger as superfícies tissulares em carne viva quando estão a cicatrizar, constitui um dos métodos mais eficazes de redução das aderências. Estudos realizados demonstram que a barreira INTERCEED facilita, de forma significativa, as boas técnicas cirúrgicas e que a sua utilização reduz a formação de aderências em 50%, por comparação com a utilização apenas das boas técnicas. Para mais informações fale com o seu médico.




Como se formam as aderências?

Todos os órgãos abdominais e pélvicos, excepto os ovários, estão pelo menos parcialmente envolvidos numa membrana transparente denominada peritoneu. Quando o peritoneu fica traumatizado durante uma cirurgia ou de qualquer outra forma, o local que sofre o trauma fica inflamado. A inflamação é normal, fazendo mesmo parte do processo de cicatrização. Mas a inflamação também contribui para a formação de aderências, encorajando o desenvolvimento de faixas fibrosas de tecido cicatricial (denominadas matriz de fibrina).

Normalmente, estas faixas de fibrina acabam por se dissolver através de um processo bioquímico denominado fibrinólise, e o local traumatizado continua a cicatrizar. No entanto, por vezes, a natureza da cirurgia tem como resultado uma diminuição do afluxo de sangue a essas áreas (um problema denominado isquemia), que pode suprimir a fibrinólise. Se as faixas de fibrina não se dissolverem, podem transformar-se em aderências, que irão desenvolver-se ligando ou unindo órgãos ou tecidos pélvicos que normalmente estão separados.

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