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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Cláudia e Marcelo Repetto - Casal que perdeu duas filhas em tragédia de Angra tem trigêmeos Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/casal-que-perdeu-duas-filhas-em-tragedia-de-angra-tem-trigemeos-10750838#ixzz2sZ6fajhG © 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Depois de três anos desocupado, o quarto das crianças de Cláudia e Marcelo Repetto vai ganhar vida nova

Eles perderam Geovana e Gabriela, de 12 e 9 anos, soterradas em desabamento no réveillon de 2010

RIO — Depois de três anos desocupado, o quarto das crianças de Cláudia e Marcelo Repetto vai ganhar vida nova. Eles esperam poder passar o Natal com Flora, Filipe e Valentina — nascidos na última sexta-feira, prematuros de sete meses — no apartamento em que moram há cerca de 20 anos, na Barra. Engordando na UTI da Perinatal da Barra, os trigêmeos chegam às vésperas do terceiro réveillon sem Geovana e Gabriela, de 12 e 9 anos, soterradas no desabamento da casa em que a família estava, em Angra dos Reis, na noite do dia 1º de janeiro de 2010, quando um temporal atingiu a cidade e deixou 53 mortos nas avalanches de pedras e terra que castigaram o município.
— Um filho não substitui o outro. Mas eu sabia que aquele espaço ia voltar a ficar cheio de vida. O quarto vazio nunca foi um incômodo, apesar da imensa saudade. Até fizemos um pequeno altar em frente a ele para todos os dias rezar pelas meninas, que nunca vamos esquecer. E, aos poucos fomos conseguindo guardar as coisas e redecorá-lo para receber os bebês, embora a gente até tenha outro quarto que poderia ser deles — conta Marcelo, de 48 anos, dono de uma loja de fotografia.
— Minhas filhas se foram no réveillon, que é uma data de muita festa. E a chegada das crianças agora indica que o próximo ano vai ser muito especial. Quando tudo aconteceu, nossa ideia era nos mudar e fugir. Mas fugir de quê? Da vida? Para onde fôssemos, levaríamos nossa bagagem dentro de nós. O quarto das crianças era uma questão muito difícil. Mas conseguimos resolver as coisas vivendo dia após dia — completa Cláudia, hoje aos 46 anos, que para engravidar novamente passou por um aborto em uma gravidez espontânea e três inseminações artificiais. — As meninas sempre pediam um irmãozinho. Agora, por coincidência, vieram duas meninas e um menino.
Geovana e Rafael estão sempre com Cláudia e Marcelo, que estão juntos há trinta anos. Não só na memória. Foram tatuadas no corpo da mãe, estão estampadas em colares dos pais e em almofadas levadas para a maternidade. Mas a saudade não os imobilizou. Segundo Cláudia, foi difícil reaprender a viver a dois após a tragédia. Mas o sofrimento os deixou mais fortes, e o projeto de ter um outro filho abriu um outro capítulo na vida da família.
— Reaprendemos a ficar sós, e trabalhamos para que a vida continuasse. A vida é maravilhosa — diz Cláudia, que teve uma gestação natural ainda em 2010, mas perdeu o bebê na sexta semana.
O casal procurou o médico João Ricardo Auler, especialista em reprodução assistida e, coincidentemente, pai do melhor amigo de Geovana na escola. Na terceira tentativa, engravidou.
— A história dela é uma das mais especiais que já vi. Hoje enxergo isso como uma missão. Acho que ela recebeu a determinação de levar ao mundo esta mensagem de esperança e superação. Esse casal tem uma força insuperável e me ensinou muito — diz o médico que se tornou amigo dos dois.
Cláudia e Marcelo — que no desabamento ficaram gravemente feridos (ela quebrou costelas, e ele teve o funcionamento dos rins comprometido) — dizem que aprenderam tudo com as filhas.
— Hoje sou uma pessoa diferente. Os trigêmeos nasceram no dia 8, um número que lembra o símbolo do infinito. E esse amor infinito nasceu com as meninas, que ensinaram para a gente que o amor transcende. Quando a gente valoriza o bom, o ruim não aparece. A mensagem que queremos passar é que existe esperança. Que a vida continua — explica Marcelo. — Quando as meninas se foram, plantamos as cinzas delas com dois ipês brancos num sítio em Juiz de Fora. Agora não vejo a hora de ver as crianças




Drº João Ricardo Auller Coimbra... esse é o responsável pela alegria do casal... e será da minha também.




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Quanto tempo não publico.



Pois é..
Estou só dando um alô. Muitas coisas aconteceram desde a última postagem. Não tenho falado e nem postado nada por que agora, estou colocando em prática tudo que estava planejando. Exames feitos, médico escolhido, agora é só aguardar a venda do meu imóvel para poder custear o meu sonho. Isso mesmo! Atualmente moro de aluguel, vou vender o apto. q herdei do meu pai para que possa levantar uma quantia para executar todos os planos.
Sei que tudo dará certo. Estou muito tranquila. Difícil mesmo é ter que aguardar... mas até isso está sendo providencial. O meu corpo precisa se recuperar, são apenas 10 meses que se passaram do parto da Valentina. Sei que uma inseminação deverá vir múltiplos... tenho q preparar o corpo para o peso... os riscos... e a 5ª cesariana. é...
Tenho fé que tudo dará certo... enquanto isso...
Vou fazendo caminhada, perdendo peso, cuidando da saúde.
Já já volto pra contar pra vocês as minhas novidades...
Conto os dias para postar aqui todos os detalhes...
Um beijo no coração de todos que estão torcendo por mim e por minha família.