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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Exames prontos, retorno marcado, quanta expectativa!

Olá, estou de volta.
Mesmo o marido não querendo que eu divulgue as novidades, volto aqui pra pelo menos registrar as coisas, e depois, quando for autorizada (risos) libero a postagem. rs rs
Bem, como já havia antecipado, começamos 2015 com o pé direito...
Retornei a clínica Pró Nascer - RJ em fevereiro, onde recebi a lista de exames a ser realizado pelo casal.
Não reparem, os rabiscos foram feitos pelo Drº João Ricardo Auller enquanto explicava o tratamento.


o item A onde se lê exame de sangue, nossa, vcs não imaginam, me viraram do avesso... kkkkk
Exames que eu nunca nem ouvi falar. mas... vamos lá né?!



Exame mais temido... como dói. Meu Deus. 
Masssssssssss.... dizem que após esse exame tudo fica mais fácil...
 e as chances de sucesso na FIV aumentam consideravelmente.

Exames de Urina

Exame de pesquisa genética para saber sobre a trombofilia

outro exame genético para saber sobre a trobofilia
é que como já disse na primeira postagem deste blog, na gravidez da Valentina
tive trombose gestacional logo nos primeiros 15 dias de gestação.


Análise Seminal para o Marcelo

Exames de Sangue do Marcelo

Anti Concepcional

pedido de risco cirúrgico

Bem, no momento foi só isso... rs rs 
Nadinha né?
Fala sério, o pior de tudo é tentar marcar exames e saber que os de pesquisa genética demoram até 35 dias úteis pra ficar pronto, então, se vc algum dia receber um pedido de exame assim, mais detalhado, fique de olho no prazo, por que o resultado costuma demorar horrores. 
Médico pra marcar, mesmo com plano de saúde também não está fácil, então, assim que eu saí da clínica, comecei a marcar médicos pois sei que cardiologista (para o risco cirúrgico) e ginecologista (para preventivo) não está nada fácil conseguir consulta. 
Não esqueça que os exames de sangue tem prazo de até  90 dias de validade, os de pesquisa genética é de validade vitalícia, então, corra pra fazer os de pesquisa genética mas não tenha pressa de fazer os de sangue pois ele pode perder a validade antes de retornar a consulta. 

Nós já conseguimos fazer todos os exames.
O de vídeo histeroscopia apresentou uma adenomiose, o genecologista passou um antibiótico que me fez muito mal, deu reações horríveis, parei no hospital pra ficar no soro. Arrebentou com meu intestino e estômago. Suspendi.
Agora estou pra fazer uma nova videohisteroscopia amanhã, dia 30/04 e vamos ver o que resolveu né? É que o tratamento era pra ser por 20 dias e só consegui tomar 11 dias de remédio. Espero ter resolvido, pois não sei se vou conseguir voltar a utilizar este remédio. E de acordo com o genecologista da Pró Nascer, adenomiose não impede uma gravidez, mas dificulta a fixação do embrião após a transferência. 
Ai... 
não adianta ficar sofrendo por antecedência né?
Um beijinho, amanhã eu volto pra contar como foi o retorno da videohisteroscopia. 
Agora, vamos ver fotos?



na sala de espera olha o painel no fundo?

Marcelo odeia tirar fotos... deu pra perceber?


Essa foto me emociona...
Lembra nossa Valentina.

Quando saímos, ele mais solícito pra ser fotografado.


Organizei tudo em uma pasta para facilitar o manuseio e manter em ordem.
Vamos lá... rumo aos exames!



terça-feira, 14 de abril de 2015

Doação de óvulos e gametas

Programa de Doação de Gametas e Óvulos



DOAÇÃO DE GAMETAS

Casais que não tenham espermatozóides e/ou óvulos disponíveis podem se submeter a Fertilização in vitro utilizando-se gametas de doadores. Esta é uma decisão pessoal baseada na crença do casal, e no grau de desejo em ter um bebê com conexão biológica e genética com um dos cônjuges.

Sêmen de doador vêm sendo utilizado há várias décadas para obter gravidez em casais com poucos ou nenhum espermatozóide. Ao contrário do óvulo, cujo congelamento acarreta perda importante no seu potencial de fertilização, o sêmen já tem estabelecido protocolos seguros e eficientes para seu congelamento/descongelamento sem que haja perdas importantes em sua funcionalidade. 

Desta maneira já temos no Brasil centros de congelamento de sêmen de doadores que podem atender a clínicas de reprodução em todo o país. Devido aos riscos potenciais de utilização de sêmen fresco de doador, atualmente, o sêmen de doador congelado é exclusivamente utilizado para inseminação em ciclo de inseminação intra-uterina ou FIV. O sêmen só é disponibilizado após uma extensa avaliação genética e clínica do doador, para afastar riscos de transmissão de doenças hereditárias e doenças infecciosas. Após o descongelamento, o sêmen é manipulado da mesma forma que o sêmen fresco para a FIV. 


DOAÇÃO DE ÓVULOS

O Óvulo é certamente a célula mais preciosa no processo de reprodução, pelo fato de ter produção limitada, já que toda mulher nasce com todos os seus óvulos e não produz mais nenhum a partir de então, e pelo amadurecimento de apenas um, em condições normais, a cada período fértil feminino.

Existem situações em que mulheres não têm óvulos disponíveis para engravidar. O exemplo mais dramático é o caso da paciente que perdeu seu ovário cirurgicamente por causa de alguma doença benigna ou mesmo maligna.

Na situação mais freqüente, a mulher tem ovários mas seus óvulos já não possuem mais capacidade adequada de fertilização: é a chamada falência ovariana. Esta pode ser precoce, quando ocorre antes dos quarenta anos de idade, e geralmente está ligada a fatores genéticos como os mosaicismos ou as disgenesias gonadais, ou pode ocorrer fisiologicamente e mais ou menos rapidamente a partir daquela idade. Devemos lembrar que os óvulos têm a mesma idade biológica da mulher, e ao longo do tempo vão perdendo a capacidade reprodutiva.

Dados do Center for Disease Control (CDC) dos EUA, que reportam os resultados de todas as clínicas de reprodução assistida sediadas nos Estados Unidos, mostram que após os quarenta anos existe uma dramática redução nas taxas de gravidez obtidas pelos tratamentos de Fertilização in-vitro, além de um aumento considerável nas taxas de aborto, quando são utilizados os óvulos da própria mulher. Para se ter uma idéia as taxas de gravidez e as taxas de nascidos vivos por transferência embrionária para uma mulher de 42 anos (dados de 2003 do CDC) são , respectivamente, 16% e 9%. Em outras palavras de cada 100 mulheres com aquela idade que se submetem ao tratamento de FIV com seus próprios óvulos, apenas 9 conseguem realizar o sonho de ter um bebê.

Nestes casos, em que não há óvulos disponíveis (cirurgias de extirpação do ovário), ou em que os óvulos já não têm capacidade adequada de fertilização (menopausa precoce, climatério, idade acima de 40 anos), a doação ovular representa uma chance real de gravidez através dos tratamentos com FIV. No caso da paciente de 42 anos antes reportada, uma tentativa de FIV com doação ovular lhe daria uma chance de bebê-em-casa em torno de 50% (lembrem-se da chance de 9% com os próprios óvulos). O óvulo doado é inseminado com o esperma do cônjuge da receptora, e após a fertilização, o embrião é transferido para o útero da receptora, o qual estava sendo hormonalmente preparado para receber a gravidez. Neste caso, o embrião tem características genéticas da doadora e do cônjuge da receptora.

Um dos problemas que dificultam a doação ovular é que este procedimento é quase exclusivamente realizado com óvulos frescos. Isto acontece porque o congelamento/descongelamento de óvulos ainda é um procedimento com baixa aplicabilidade clínica, já que por suas características peculiares, o óvulo é uma célula que não resiste bem ao processo de congelamento/descongelamento, e as chances de gravidez com esta técnica ainda são muito baixas. Este problema diminui consideravelmente a disponibilidade de óvulos para a doação. Afinal estes têm de ser obtidos em ciclos a fresco de FIV em que a mulher produza um número excessivo de óvulos, e concorde voluntariamente em doar alguns.

O processo de doação ovular é reconhecido e regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina, que exige apenas que a doação seja um ato voluntário, sem remuneração pecuniária, para que não caracterize “venda” de órgãos e/ou tecidos, e que haja anonimato entre as partes envolvidas, para evitar problemas futuros de reclame de maternidade/paternidade. A lei brasileira reconhece a paternidade e maternidade da criança nascida a partir de programas de doação para o casal receptor, ou seja cuja mãe gerou o bebê em seu útero.

É fundamental que a equipe médica tome os cuidados básicos de procurar equiparar os traços físicos das mães doadora e receptora, e que a doadora passe por uma completa avaliação prévia em relação a doenças genéticas e doenças infecciosas. Desta maneira estaremos guardando a saúde da mãe e do futuro bebê, e evitando problemas sociais e familiares a posteriori.


DOAÇÃO COMPARTILHADA

A dificuldade em conseguir doação de óvulos, aliada à realidade em nosso país de um grande número de mulheres carentes de recursos financeiros para realizar um tratamento de FIV, fez surgir a idéia, já efetivada em alguns centros do país com anuência do Conselho Federal de Medicina, da doação compartilhada.

Neste caso, mulheres carentes com menos de 34 anos e função ovariana normal, são avaliadas como possíveis doadoras, e têm parte de seu tratamento custeado por pacientes receptoras, com o compromisso de doar metade dos seus óvulos captados.

Tanto a doadora quanto a receptora são mantidas no anonimato.     

Alimentos que ajudam na Fertilização in vitro (FIV - IA )


 


Estudo americano mostra que cortar carboidratos pode aumentar a chance de concepção e nascimento durante tratamento de FIV

Diminuir a porcentagem de ingestão de carboidratos e aumentar a de proteínas faz com que as chances de gravidez aumentem em mulheres em tratamento de fertilização

Desde que a humanidade existe, a preocupação com a alimentação é considerada fundamental tanto para a cura como para a prevenção de doenças. A dieta alimentar é sempre um assunto atual e frequentemente ocupa a capa das revistas semanais e mensais que anunciam uma nova dieta: que emagrece, a dieta do coração, ou da emoção e assim por diante. As dietas que melhoram a fertilidade não poderiam ser diferentes. Sempre surge algo novo que pode fazer a diferença. O próprio IPGO publicou recentemente o livro “Fertilidade e Alimentação” que procura dar orientações tanto para preservar como para manter a fertilidade. A dieta é importante em todos os aspectos e o equilíbrio e o peso ideal, são fundamentais para o bem estar.

Um estudo apresentado dia 06 de maio de 2013, durante o 61º Encontro Clínico Anual do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas, mostrou que mulheres que reduziram a ingestão de carboidratos e aumentaram a ingestão de proteína, durante tratamento de fertilização in vitro, aumentaram significativamente a chance de concepção e nascimento de uma menina. 

O pesquisador Jeffrey Russell, do Instituto de Medicina Reprodutiva Delaware em Newark foi quem apresentou os resultados. Segundo ele, dietas de carboidratos-carregados criam um ambiente oócito hostil mesmo antes da concepção ou implantação.

"Os ovos e embriões não estarão bem em um ambiente de alta glicose. Ao reduzir carboidratos e aumentar proteínas, você está banhando o seu óvulo de forma saudável, com suplementos nutritivos", disse ele.

O médico disse que o estudo surgiu após perceber a má qualidade dos embriões de mulheres jovens e saudáveis que conheceu por meio de seu programa de fertilização in vitro. "Nós não poderíamos descobrir o porquê. Elas não estavam acima do peso nem eram diabéticas", disse ele.

Foram 120 mulheres participantes do estudo, com 36 e 37 anos de idade e que completaram um registro alimentar de três dias. Para algumas, a dieta diária foi de 60% a 70% de hidratos de carbono. Elas comeram mingau de aveia no café da manhã, um pão no almoço e macarrão para o jantar, e nenhuma proteína. 

As pacientes foram classificadas em dois grupos: aquelas cuja dieta média foi mais do que 25% de proteína e aquelas cuja dieta média era inferior a 25% de proteína. Não houve diferença no índice de massa corporal médio entre os dois grupos.

Houve diferenças significativas em resposta à fertilização in vitro entre os dois grupos. O desenvolvimento de blastocisto foi maior no grupo de alta proteína do que no grupo de baixa proteína (64% vs 33,8%), assim como as taxas de gravidez clínica (66,6% vs 31,9%) e taxas de nascidos vivos (58,3% vs 11,3%).

Quando a ingestão de proteína era superior a 25% da dieta e a de hidratos de carbono inferior a 40%, a taxa de gravidez clínica subia para 80%. Dr. Russell agora aconselha todas pacientes de fertilização in vitro para reduzir a ingestão de carboidratos e aumentar a ingestão de proteínas.

Ele porém frisa que não há restrição calórica e que este não é um programa de perda de peso, é um programa nutricional, enfatizando que não é sobre perder peso para engravidar, mas sobre alimentação saudável para engravidar.

Já outro estudo, apresentado durante encontro de 2012 na Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM), mostrou que pacientes de fertilização in vitro que mudaram para uma dieta de alta proteína e baixo carboidrato e depois passaram por outro ciclo, tiveram aumentadas suas taxas de formação de blastocisto de 19% para 45% e sua taxa de gravidez clínica de 17% para 83%.

Mesmo pacientes não-FIV com síndrome do ovário policístico têm melhorado as taxas de gravidez depois de fazer esta mudança de estilo de vida, observaram os pesquisadores.

Os médicos concordaram que estudos como esses demonstram quão pouco se sabe sobre o efeito de micronutrientes nas dietas sobre diversos aspectos da reprodução. Eles afirmam que os resultados mostram um campo aberto para pesquisas futuras e criam perguntas como se, por exemplo, é o carboidrato em geral ou os efeitos inflamatórios de glúten em carboidratos em grãos que são prejudiciais para os resultados de fertilização in vitro. 

Abaixo depoimento de Rita34 no site do Baby Center, onde ela relata o que comeu, por quanto tempo e de que maneira foram ingeridos os alimentos... no final ela afirma ter tido o positivo. Então, vamos lá meninas, ajudar modificando a alimentação ... e receber o tão desejado positivo.




rita34 
Criador(a) do tópico
05/01/14

"MENINAS AQUI ESTOU POSTANDO A RELAÇÃO DOS ALIMENTOS QUE COMI APÓS A  TRANSFERÊNCIA DOS MEUS 3 EMBRIÕES.......

 Em relação a alimentação.....acho que fui a unica que comeu tudo que mencionei.......gosto de pesquisar e registrar.....ai anotei o que as mulheradas faziam após a FVI juntei tudo e fiz também.......................geralmente a maioria come gelatina e toma o gatorate, água de coco.........
Segue a lista..... caso vcs queira fazer......eu comecei a comer 2 dias antes da transferência...
INHAME....ajuda na ovulação e na espessura do endométrio ( eu comi uma semana antes da punção todos os dias, porque tive poucos folículos e meu endométrio estava fino)..........acho que deu certo tive poucos porém bons folículos......e no final meu endométrio ficou com 15mm)
BEBIDAS ISOTÔNICAS E ÁGUA DE COCO..........ajuda a manter o corpo hidratado........
FRUTINHA PHYSALIS......comer de 3 a 6 por dia, ajuda na fixação do embrião, vasculariza o endométrio possui muitas vitaminas.( comi bastante)
GELATINA....possui colágeno...fortalece o endométrio ( comi pouco pois meu endométrio ficou bom)
ABACAXI......comer uma fatia generosa em jejum por 5 dias após transferência......ajuda na implantação do embrião, melhora na circulação ovariana.....no talo possui a BROMELINA.... que é um anticoagulante que vasculariza de forma ideal, permitindo a acessibilidade do embrião..( comi por 7 dias ..uma fatia e muitos talos...kkkkk)
CLARA DE OVO......fonte de proteína, vitamina B12.......sem a gema q causa colesterol...( comi no almoço 2 clara cozida todos os dias)


, FOLHAS VERDES( COUVE, BRÓCOLIS).......possui vitamina E.....evita abortos( como até hoje)
IOGURTE E LEITE FERMENTADO.......auxilia no cuidado a imunidade, mantem o organismo com a flora boa......pois após transferência ficamos com muitos gazes e prisão de ventre.
ENFIM dobrei o consumo de líquidos........e comi muitas frutas e verduras.....acredito que se não tivesse me alimentado assim estaria com mais prisão de ventre........se deu certo .......não sei........mas como gastei
16 mil .........achei melhor contribuir com na alimentação..........eu sempre tive a imunidade mto baixa, por isso achei melhor investi numa boa alimentação....

BEIJOS E BOA SORTE.......ACHO QUE MINHA GRAVIDEZ ACONTECEU GRAÇAS ALIMENTAÇÃO TAMBÉM!!!!!



http://brasil.babycenter.com/thread/481769/fvipara-quem-j%C3%A1-conseguiu-seu-positivo-e-tentantes-de-janeiro-fevereiro-e-mar%C3%A7o-de-2014a-uni%C3%A3o-faz-a-diferen%C3%A7a-eu-creio-parte-2?startIndex=40#ixzz3XJWG0tEZ

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Quais são os riscos da FIV?


Quais são os riscos da FIV?


Infelizmente, a realização da fertilização in vitro implica alguns riscos, que devem ser avaliados e tidos em contas de iniciar uma fase de tratamentos.
Cada uma das fases do processo de tratamento implica riscos específicos.
Vamos clarificar todos esses riscos para não restem dúvidas acerca da fertilização in vitro.
Na primeira fase do tratamento, a estimulação dos ovários, a mulher pode sofrer doSíndrome de Hiperestimulação do Ovário (SHO), o que tem como efeito secundário mais frequente o inchaço dos ovários e dor nessa região. Quando a dor é leve (o mais frequente) pode ser controlada com medicação simples e o reajustamento das doses de hormônios.
No entanto, em casos de moderados (pouco frequente) pode haver lugar a sintomas como azia, gases, redução ou até perda de apetite, náuseas e vômitos.
Apesar de ser muito raro algumas mulheres sofrem de SHO grave (apenas 1 a 2%) e nesses casos é necessário um internamento hospitalar para conseguir controlar a dor. Aqui é frequente haver um aumento de peso repentino, dor abdominal aguda, vômitos, náuseas e até dificuldade na respiração.
Passando para a segunda fase do tratamento, a recolha dos óvulos, existem vários procedimentos médicos para fazer isto e os riscos envolvidos dependem do tipo de procedimento que o médico utilizar.
No caso de ser feita uma aspiração transvaginal (o mais comum) os riscos são reduzidos, sendo que pode haver sempre um pequeno sangramento, infeção e as estruturas envolventes, como a bexiga e intestino também podem ser levemente afetada.
Se por outro lado, o médico optar por fazer uma laparoscopia os riscos são muito maiores, podendo haver episódios de dificuldade na respiração e até infeção pulmonar, lesões nervosas e uma reação alérgica ou adversa à anestesia que tem de ser aplicada.
Na fase de transferência do embrião existem dois riscos principais, sendo que um deles pode ser recebido como uma notícia muito boa para o casal que está fazendo o tratamento, é o risco de uma gravidez múltipla sempre que é transferido mais do que um embrião.
Muitos casais ficam gratos com a possibilidade de terem gémeos como resultado da Fertilização in vitro, mas isso também representa um maior risco para a segurança da mãe e dos bebés durante todo o período de gestação, há a possibilidade dos bebés nascerem antes de tempo e de apresentares problemas depois do nascimento.
O outro risco que pode surgir nesta fase é a gravidez ectópicas, ou seja, o óvulo fertilizado desenvolve-se fora do útero, por norma nas trompas de falópio, sendo que sempre que isto acontece é necessário provocar um aborto de imediato, pois o embrião nunca conseguirá desenvolver devidamente e a mulher corre riscos muito elevado se tentar levar a gravidez em frente. Esta situação afeta apenas 5% das mulheres que engravidam através da Fertilização in vitro.
Além de todos estes riscos médicos que a fertilização in vitro envolve, é importante que você nunca se esqueça que isto é um processo que pode exigir vários ciclos de tratamento até que se consiga uma gravidez com sucesso, por isso é importante referir outra questão que normalmente é esquecida – é necessário haver um grande apoio psicológico.
É verdade que em muitos casos o companheiro e família apoiam bastante a mulher que está se submetendo às FTV, mas ainda assim, isso pode ser insuficiente. O ideal é procurar a ajuda de um profissional que possa ajudar você a lidar com o turbilhão de sentimentos que se vivem em todo este processo.

Quanto custa uma Fertilização In Vitro?


Agora vamos falar dos custos que um procedimento de Fertilização in Vitro – FTV pode representar.
Por norma, um tratamento deste tipo significa custos muito elevados para o casal, os preços variam bastante de clínica para clínica, mas podem ultrapassar os 10,000 reais por tentativa.
Felizmente, já existem outro tipo de opções que podem ajudar os casais com menos disponibilidade financeira a realizar seu sonho de ter um filho.
Um desses exemplos é o Programa Acesso, que foi desenvolvido em 2006 pela ProBEM (Programa de Bem Estar para Pacientes Crônicos) e que já conta com um grande leque de clinicas associadas.
Qualquer casal pode se candidatar a este programa e no caso de ser aceito (só são aceitos os casais que não tenham rendimentos suficiente para suportar o tratamento sozinhos) podem ter descontos de até 35% nos tratamentos em si e de 50% em todos os medicamentos necessários.
Além desta possibilidade, ainda há um grande leque de clínicas que está permitindo a Fertilização in Vitro com um custo muito reduzido ou até mesmo nulo.
Nestes casos a forma de “pagamento” que é usada é que a mulher tem de disponibilizar alguns óvulos que estejam em condições de ser usados e que não tenham sido usados para si.
O objetivo desses óvulos é fazer a implantação deles, em outras mulheres que por alguma razão não conseguem desenvolver óvulos próprios e que querem engravidar. No final é essa segunda pessoa que vai pagar a fertilização da primeira.
Estes são todos os aspetos importantes que você deve conhecer se está considerando a hipótese de fazer uma Fertilização in Vitro – FIV.
Agora que você já sabe o que isto é, todos os passos e riscos envolvidos e custos já pode fazer uma melhor análise do procedimentos.
Se você continua pensando que esta é uma boa opção para seu caso consulte seu médico, tire todas as dúvidas que ainda possa ter e só depois de ter reunido o máximo de informação possível, é que você deve visitar uma clínica de fertilidade.



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Fonte: https://engravidar.org/fertilizacao-in-vitro-fiv/

Quais são as chances de engravidar com a FIV

Quais são as chances de engravidar com a FIV

Chances fertilização in vitro.
Com a idade as chances de uma fertilização in vitro funcionar diminuem, tratamentos naturais podem ser uma solução.
Os estudos atuais indicam que as mulheres com menos de 35 anos têm cerca de 30-35%de probabilidades de sucesso em cada ciclo de FIV. Já as mulheres que estejam entre os 35 e 40 anos têm cerca de 20 a 25% de probabilidade de sucesso e as mulheres com mais de 40 anos têm apenas 6 a 10% de probabilidades de conseguir engravidar com um ciclo deste tratamento.
Assim dá para perceber que na grande maioria dos casos um ciclo de tratamento é insuficiente.

FONTE: https://engravidar.org/fertilizacao-in-vitro-fiv/

Atualização sobre o repouso após a transferência embrionária

O repouso realizado após a transferência embrionária não altera a chance de gravidez nos ciclos de fertilização in-vitro (FIV), e pode até reduzir as chances de sucesso. (??) Esta foi a conclusão de um recente estudo científico publicado na revista Fertility Sterility, da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM).
Sempre houve muitas dúvidas dos casais que se submetem à FIV em relação ao repouso pós-transferência embrionária. Há um senso comum de que quanto mais prolongado o repouso melhor. Por isso, algumas mulheres chegam a ficar em repouso absoluto (deitadas) desde o momento da transferência até o dia do exame de gravidez.
Devemos ressaltar que esta conduta acima, apesar de muito utilizada, e inclusive indicada por profissionais da medicina reprodutiva, não encontra nenhum respaldo nas evidências científicas atuais. É o que confirmamos nesse post, publicado recentemente.
Porém, o interessante deste novo estudo, é que além de confirmar que o repouso não aumenta as chances de gravidez, traz evidências de que esta prática pode até ser deletéria aos resultados! Vamos então analisar os dados.
O ESTUDO
Este trabalho foi realizado na Espanha, no Instituto Valenciano de Infertilidade e na Universidade de Valência, pelo grupo do Dr. José Remohi. É uma equipe extremamente conceituada no mundo da medicina reprodutiva, com excelentes trabalhos clínicos e de pesquisa publicados.
Foi um estudo prospectivo e randomizado, envolvendo 240 pacientes que receberam transferência embrionária.Todas as pacientes realizaram FIV com doação ovular, e seus embriões foram transferidos em um ciclo com preparo endometrial. As transferências foram sempre realizadas por um mesmo médico da equipe. Desta maneira, vários fatores que poderiam influir nos resultados foram controlados.
As pacientes foram divididas em dois grupos de 120 mulheres. No grupo de controle, as pacientes foram orientadas a permanecer 10 minutos deitadas após a transferência embrionária, e após este período eram liberadas da clínica.
No outro grupo, as pacientes foram orientadas a levantar imediatamente após a transferência e retomar sua rotina normal.
RESULTADOS
A taxa de gravidez (beta-hcg positivo) foi maior nas pacientes sem repouso pós-transferência embrionária comparado àquelas que repousaram, 75% versus 69% respectivamente, e a taxa total de aborto menor, 18% versus 27% respectivamente, mas estes achados não alcançaram significância estatística.
Porém, dois achados foram importantes estatisticamente: o risco de aborto clínico (depois de detectado embrião) foi menor no grupo sem repouso após a transferência, 11% versus 24% respectivamente, e, mais importante ainda, a taxa de nascidos vivos (“bebê em casa”) foi maior no grupo sem repouso, 57% versus 42%.
CONCLUSÕES
Os autores concluem que o repouso após a transferência embrionária não tem efeito benéfico e podem até ter efeito deletério sobre as chances de gravidez.
DISCUSSÃO
Vários outros estudos científicos já foram realizados sobre este assunto. E analisando em conjunto, a grande maioria destes estudos confirma que o repouso pós-transferência em nada beneficia as chances de gravidez.
A ideia de que permanecendo deitada a paciente facilita a fixação do embrião no útero não encontra respaldo científico. Inclusive, a posição anatômica mais comum do útero é a anteversoflexão (“flexionado” para cima e para frente). Neste caso, a cavidade uterina fica em posição vertical quando a paciente está deitada, e em posição horizontal se a paciente está em pé. Portanto, seguindo à risca este raciocínio, seria realmente melhor ficar em pé logo após a transferência.
Outros dados também podem explicar os melhores resultados em pacientes que não fizeram repouso e retomaram vida normal. A subfertilidade é uma situação que traz extremo estresse psicológico ao casal, e a FIV é um tratamento que pela sua característica pode acentuar ainda mais este estresse. Além disso, o período de espera pós-transferência até a realização do exame de gravidez (beta-hcg) é, particularmente, um período de muita ansiedade. Um repouso muito exagerado e rígido pode acentuar mais ainda este quadro. Este estresse acentuado em alguns estudos tem sido correlacionado à diminuição das chances de gravidez.
Acredita-se que as pacientes que imediatamente retornam à sua rotina normal lidam melhor com estas sobrecargas psicológicas. O trabalho, o estudo, as atividades cotidianas, ajudam a “esquecer” um pouco a ansiedade do período. Desta maneira, a liberação imediata das pacientes pós-transferência ajudaria a deixá-las mais tranquilas, e até aumentar as chances de gravidez.
Certamente são necessários mais estudos para comprovar definitivamente os achados clínicos aqui descritos.Entretanto, a lição imediata que podemos absorver para nossa prática clínica é que se torna absolutamente desnecessário preocupar o casal, e particularmente a mulher, em relação ao repouso pós-transferência. Basta orientar que é indiferente em relação à chance de gravidez, e a decisão de ficar um pouco mais “quieta” nos dias seguintes deve ser uma decisão individual de cada mulher.

fonte: http://www.medicinareprodutiva.com.br

O repouso depois da transferência embrionária na FIV

A transferência embrionária é o passo final, culminante no processo de fertilização in-vitro (FIV). Neste momento nos inunda uma sensação de dever cumprido! Mas também uma enorme sensação de expectativa e otimismo, pois 12 dias depois faremos o exame de sangue (beta-hcg) que vai confirmar a tão sonhada gravidez.
Neste post explicaremos como é este período de espera do exame de gravidez, e o que a mulher deve fazer para ajudar a conseguir o resultado positivo.
Abordaremos três pontos principais: o repouso, as medicações utilizadas, e os sintomas que acompanham este período.
O REPOUSO PÓS-TRANSFERÊNCIA
Um dos pontos mais polêmicos, e que gera mais dúvidas e angústias na paciente é a necessidade de repouso após a transferência embrionária. Em parte, esta dúvida é culpa nossa – profissionais de medicina reprodutiva. Vou explicar por que !
O problema é que a conduta médica é muito variada entre as clínicas. Desde profissionais que orientam não haver necessidade de nenhum repouso diferenciado, até aqueles – em flagrante exagero – que recomendam que a paciente fique 12 dias de repouso absoluto até fazer o beta-hcg !!
Portanto, é normal que este assunto suscite muitas dúvidas e confusões. Por uma lado, o repouso é um ato lógico e racional. O raciocínio é de que quanto mais quieta a paciente ficar, menor o risco dos embriões se deslocarem no útero, e maiores as chances de implantação. Além disso, o repouso não traz nenhum problema e não tem nenhum custo !! (apesar de poder representar redução temporária de ganhos para quem é autônomo, ou para as empresas).
Porém, em medicina, nem sempre o que é lógico se mostra clinicamente eficazComo ciência, a medicina deve se embasar em evidências obtidas e validadas através de estudos científicos bem elaborados e executados, e submetidos ao crivo de pesquisadores da área por todo o mundo. Somente assim estaremos sendo verdadeiros e corretos com as pacientes, e entregando-lhes o tratamento mais correto.

A VERDADE CIENTÍFICA
E os estudos neste aspecto apontam que o repouso da paciente após a transferência embrionária não faz nenhum efeito benéfico na chance de gravidez !! É isto mesmo – por estranho que possa parecer, o fato de você ficar um, dois ou mais dias de repouso em casa não vai influenciar em nada a sua possibilidade de engravidar na FIV.
Apesar de este achado contrariar o senso comum, é o que as evidências científicas afirmam. Se formos analisar com mais cuidado e rigor a questão, a lógica começa a aparecer.
Primeiro, se o repouso fosse tão fundamental, dificilmente teríamos qualquer gravidez na espécie humana. Afinal, que mulher, após ter relação no seu período fértil e estar sob possibilidade real de gravidez, permanece de repouso por horas ou dias? Nenhuma, claro!
Segundo, o útero é uma cavidade virtual. Isto significa que as paredes do útero são juntas, uma contra a outra, não existe um espaço vazio entre elas. Ou seja, quando os embriões são transferidos, ficam aprisionados entre as vilosidades endometriais, e são um conjuntinho microscópico de células. Portanto, mesmo que a mulher levante e caminhe, não há qualquer tendência a que os embriões se desloquem do ponto onde foram implantados.
Portanto, é fundamental que esta orientação seja passada de forma clara às pacientes, para não gerar angústias e stress desnecessários. É muito grande o número de pacientes que me escreve no blog lamentando porque sua FIV não deu certo devido a ela não ter feito o repouso necessário. Repetimos que não há nenhuma evidência científica neste sentido. A FIV pode não ter dado certo por vários outros fatores, muito mais importantes, e não por um maior ou menor repouso. Quando orientamos corretamente, também retiramos este espectro de “culpa” da paciente.

COMO ORIENTAR NA PRÁTICA CLÍNICA
Tendo explicado e estabelecido o que mostram as evidências científicas, vamos explicar como conduzimos este aspecto do tratamento de FIV no dia-a-dia.
Achamos que o repouso possa ser importante por outros motivos. Por uma lado, traz certo conforto e maior segurança ao casal, que passou por um tratamento psicologicamente desgastante. O fato de ficar de repouso em casa por um a dois dias pode trazer tranqüilidade em um momento crucial que é a espera pelo resultado do tratamento.
Outro motivo é o físico. A estimulação ovariana causa aumento importante do volume dos ovários, com sensação de “inchaço” no baixo ventre. A coleta de óvulos é um procedimento invasivo, no qual uma agulha perfura várias vezes os ovários para captar os óvulos. Portanto, é natural que no dia da transferência (geralmente 2 a 3 dias após a coleta de óvulos) e em alguns dias seguintes, a mulher esteja sentindo incômodo e algumas dores no baixo ventre e abdome. Desta maneira, permanecer por um ou dois dias em repouso também pode lhe trazer conforto físico neste período.
Entretanto, ressaltamos que é indispensável que o casal seja esclarecido de que este repouso é por motivo de conforto à mulher, e não para aumentar a chance de gravidez no tratamento.
E ainda, neste sentido, bastam 24 a 48 horas de repouso pós-transferência. Não há justificativa plausível, a não ser em casos de complicações do procedimento, para se recomendar repouso absoluto prolongado, deixando a paciente prostrada na cama por 12 dias (até o exame de beta-hcg) !! Inclusive, em alguns casos, este repouso domiciliar prolongado pode ter um efeito contrário ao que expusemos acima, aumentando desnecessariamente a ansiedade angústia da mulher, principalmente daquelas que tinham uma rotina dinâmica de atividades no seu dia-a-dia.
Após as 24 a 48 horas de repouso, oriento que a paciente possa retornar suas atividades normais. Deve evitar apenas, até porque foi submetida a procedimento cirúrgico (coleta de óvulos), atividades físicas ou esforços excessivos neste período de 12 dias pós-transferência.
Espero que tenham aproveitado a leitura. Nos próximos posts continuaremos no assunto, explicando quais as medicações a serem tomadas, e quais os sintomas que ocorrem neste período pós transferência embrionária.
Até lá !!

fonte: http://www.medicinareprodutiva.com.br