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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Quais são os riscos da FIV?


Quais são os riscos da FIV?


Infelizmente, a realização da fertilização in vitro implica alguns riscos, que devem ser avaliados e tidos em contas de iniciar uma fase de tratamentos.
Cada uma das fases do processo de tratamento implica riscos específicos.
Vamos clarificar todos esses riscos para não restem dúvidas acerca da fertilização in vitro.
Na primeira fase do tratamento, a estimulação dos ovários, a mulher pode sofrer doSíndrome de Hiperestimulação do Ovário (SHO), o que tem como efeito secundário mais frequente o inchaço dos ovários e dor nessa região. Quando a dor é leve (o mais frequente) pode ser controlada com medicação simples e o reajustamento das doses de hormônios.
No entanto, em casos de moderados (pouco frequente) pode haver lugar a sintomas como azia, gases, redução ou até perda de apetite, náuseas e vômitos.
Apesar de ser muito raro algumas mulheres sofrem de SHO grave (apenas 1 a 2%) e nesses casos é necessário um internamento hospitalar para conseguir controlar a dor. Aqui é frequente haver um aumento de peso repentino, dor abdominal aguda, vômitos, náuseas e até dificuldade na respiração.
Passando para a segunda fase do tratamento, a recolha dos óvulos, existem vários procedimentos médicos para fazer isto e os riscos envolvidos dependem do tipo de procedimento que o médico utilizar.
No caso de ser feita uma aspiração transvaginal (o mais comum) os riscos são reduzidos, sendo que pode haver sempre um pequeno sangramento, infeção e as estruturas envolventes, como a bexiga e intestino também podem ser levemente afetada.
Se por outro lado, o médico optar por fazer uma laparoscopia os riscos são muito maiores, podendo haver episódios de dificuldade na respiração e até infeção pulmonar, lesões nervosas e uma reação alérgica ou adversa à anestesia que tem de ser aplicada.
Na fase de transferência do embrião existem dois riscos principais, sendo que um deles pode ser recebido como uma notícia muito boa para o casal que está fazendo o tratamento, é o risco de uma gravidez múltipla sempre que é transferido mais do que um embrião.
Muitos casais ficam gratos com a possibilidade de terem gémeos como resultado da Fertilização in vitro, mas isso também representa um maior risco para a segurança da mãe e dos bebés durante todo o período de gestação, há a possibilidade dos bebés nascerem antes de tempo e de apresentares problemas depois do nascimento.
O outro risco que pode surgir nesta fase é a gravidez ectópicas, ou seja, o óvulo fertilizado desenvolve-se fora do útero, por norma nas trompas de falópio, sendo que sempre que isto acontece é necessário provocar um aborto de imediato, pois o embrião nunca conseguirá desenvolver devidamente e a mulher corre riscos muito elevado se tentar levar a gravidez em frente. Esta situação afeta apenas 5% das mulheres que engravidam através da Fertilização in vitro.
Além de todos estes riscos médicos que a fertilização in vitro envolve, é importante que você nunca se esqueça que isto é um processo que pode exigir vários ciclos de tratamento até que se consiga uma gravidez com sucesso, por isso é importante referir outra questão que normalmente é esquecida – é necessário haver um grande apoio psicológico.
É verdade que em muitos casos o companheiro e família apoiam bastante a mulher que está se submetendo às FTV, mas ainda assim, isso pode ser insuficiente. O ideal é procurar a ajuda de um profissional que possa ajudar você a lidar com o turbilhão de sentimentos que se vivem em todo este processo.

Quanto custa uma Fertilização In Vitro?


Agora vamos falar dos custos que um procedimento de Fertilização in Vitro – FTV pode representar.
Por norma, um tratamento deste tipo significa custos muito elevados para o casal, os preços variam bastante de clínica para clínica, mas podem ultrapassar os 10,000 reais por tentativa.
Felizmente, já existem outro tipo de opções que podem ajudar os casais com menos disponibilidade financeira a realizar seu sonho de ter um filho.
Um desses exemplos é o Programa Acesso, que foi desenvolvido em 2006 pela ProBEM (Programa de Bem Estar para Pacientes Crônicos) e que já conta com um grande leque de clinicas associadas.
Qualquer casal pode se candidatar a este programa e no caso de ser aceito (só são aceitos os casais que não tenham rendimentos suficiente para suportar o tratamento sozinhos) podem ter descontos de até 35% nos tratamentos em si e de 50% em todos os medicamentos necessários.
Além desta possibilidade, ainda há um grande leque de clínicas que está permitindo a Fertilização in Vitro com um custo muito reduzido ou até mesmo nulo.
Nestes casos a forma de “pagamento” que é usada é que a mulher tem de disponibilizar alguns óvulos que estejam em condições de ser usados e que não tenham sido usados para si.
O objetivo desses óvulos é fazer a implantação deles, em outras mulheres que por alguma razão não conseguem desenvolver óvulos próprios e que querem engravidar. No final é essa segunda pessoa que vai pagar a fertilização da primeira.
Estes são todos os aspetos importantes que você deve conhecer se está considerando a hipótese de fazer uma Fertilização in Vitro – FIV.
Agora que você já sabe o que isto é, todos os passos e riscos envolvidos e custos já pode fazer uma melhor análise do procedimentos.
Se você continua pensando que esta é uma boa opção para seu caso consulte seu médico, tire todas as dúvidas que ainda possa ter e só depois de ter reunido o máximo de informação possível, é que você deve visitar uma clínica de fertilidade.



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Fonte: https://engravidar.org/fertilizacao-in-vitro-fiv/

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